Villages

Almeida - Castelo Rodrigo
Etapa da Grande Rota

Castelo Rodrigo, Almeida

35.65 km

Almeida

7:40

Waypoints:Malpartida, Almofala, Mata de Lobos, Convento de Sta Maria de Aguiar

Almeida -> Castelo Rodrigo
Saindo de Almeida pela ciclovia de circunvalação da muralha, o percurso segue para norte, por terra batida, para atravessar a ribeira das Alvercas e continua por caminhos de pastoreio até chegar à Malpartida. Seguindo por estas planícies, brindadas pelo voo das rapinas, o percurso cruza a EM604 por duas vezes: uma em Vermiosa e outra junto a Almofala, e aproxima-se da Ribeira de Aguiar para chegar a Mata de Lobos. Daqui o percurso muda tendencialmente de direção, seguindo agora para oeste irá atravessar a referida ribeira, para. em conjunto com o Percurso PR3 FCR, subir até à Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo, que já nos observa lá do alto, passando pelo convento de St.a Maria de Aguiar.

Castelo Rodrigo -> Almeida
Saindo de Castelo Rodrigo, o percurso dirige-se para este rumando ao imponente Convento de St.ª M.ª de Aguiar. Depois, segue em direção à ribeira com o mesmo nome, em conjunto com o PR3 desta Aldeia Histórica. Após cruzar a ribeira e passar junto à Mata de Lobos, o percurso inflete para sul. Seguindo por estas planícies de fronteira brindadas pelo voo das rapinas, cruza a EM604 por duas vezes: uma junto a Almofala e outra na Vermiosa, para depois chegar à Malpartida. Sai desta localidade por caminhos de pastoreio até à ribeira das Alvercas, aproximando-se da “Estrela de Pedra” – Aldeia Histórica de Almeida – que contorna pela ciclovia, até ao portão sul.

Fauna and Flora

_ALMEIDA_
Nesta região o vale do Côa caracteriza-se por uma encosta de granito rasgada por barrocos, com manchas de vinha e searas, mas onde predominam os matos baixos e densos de giesta-branca e onde o rosmaninho e a bela-luz têm uma expressão significativa. Ocorrem ainda alguns aglomerados de estevas associados a metamorfismos do granito deste local. Na avifauna salientamos a mistura de espécies tipicamente de ambientes arbustivos rochosos com outras de ambientes cerealíferos (por exemplo a calhandrinha). A zona do rio Seco é uma área ampla, de declives pouco acentuados onde predomina o giestal, o pinhal e terrenos de pousio, existindo aqui uma mancha significativa de carvalho-negral em estrutura de bocage. Aqui podemos observar espécies como o papa-figos, o milhafre-preto, o estorninho-preto e o chamariz entre outros.

_CASTELO RODRIGO_
A Área Protegida Privada da Faia Brava, no vale do Côa, é um lugar a não perder. Aqui poderá ver, em primeira mão, a recuperação dos habitats endógenos a funcionar. Entre e delicie-se com os garranos, com os bovinos maroneses e com as muitas espécies de mamíferos selvagens que aqui habitam, enquanto os céus são cruzados por grandes aves de rapina, como o grifo, a águia-cobreira, a águia-calçada e o milhafre-preto. A albufeira de St.ª Maria de Aguiar é um dos melhores locais da Beira Alta para a observação de aves aquáticas. Aqui é de salientar o mergulhão-de-crista, mas é possível observar também outras aves, como o corvo-marinho-de-faces-brancas, o pato-real e a garça-real. Ao tocarmos o Parque Natural do Douro Internacional temos a oportunidade de entrar numa paisagem bastante heterogénea onde os matos de giestas se misturam com núcleos de azinheiras, de alqueives, de saganho-mouro e com rosmaninhais.