Villages

Castelo Rodrigo - Marialva
Etapa da Grande Rota

Castelo Rodrigo, Marialva

36.24 km

Castelo Rodrigo

9:00

Waypoints:Freieda, Faia Brava, Juizo, Gateira

Castelo Rodrigo -> Marialva
Deixando Castelo Rodrigo o percurso segue, predominantemente em terra batida, em direção ao vale do Côa contornando a Serra da Marofa. Ao entroncar com a estrada alcatroada, que liga Cidadelhe às aldeias da margem direita, e quando chega ao portão da Reserva da Faia Brava, junta-se à Grande Rota do Côa para atravessar o rio e subir a encosta separando-se desta, ainda antes da referida localidade. Daqui, deixa temporariamente esta estrada, para depois a cruzar ao entrar no vale da ribeira do Porquinho e subir à localidade de Juizo. Continuando agora em alcatrão, o percurso atravessa a ribeira de Massueime para chegar à Gateira, seguindo por terreno plano e em terra batida até junto das rotundas de acesso ao IP2, que utiliza para o atravessar. Deixando logo de seguida o alcatrão, aproxima-se de Marialva, passando primeiro pela Devesa, antes de chegar à Aldeia Histórica.

Marialva -> Castelo Rodrigo
Saindo de Marialva pela etapa anterior, o percurso desce até à Devesa para aqui deixar a referida etapa e seguir para este em direção ao IP2, que atravessa pelas rotundas de acesso. Daqui, continua em terra batida, para chegar pouco depois à Gateira. Segue o alcatrão para descer o vale e atravessar a ribeira, subindo agora em direção à localidade de Juizo. Deste local, o percurso segue ao longo da ribeira, por caminhos rurais, para de seguida subir para o planalto que divide este vale do Vale do Côa. Ainda antes de chegar ao rio, junta-se com a GR Côa que irá acompanhar, por alcatrão, até ao portão da Reserva da Faia Brava. Continua a subir em direção à Serra da Marofa, a qual contorna, para depois se juntar ao PR e subir em direção à Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo.

Fauna and Flora

_CASTELO RODRIGO_
A Área Protegida Privada da Faia Brava, no vale do Côa, é um lugar a não perder. Aqui poderá ver, em primeira mão, a recuperação dos habitats endógenos a funcionar. Entre e delicie-se com os garranos, com os bovinos maroneses e com as muitas espécies de mamíferos selvagens que aqui habitam, enquanto os céus são cruzados por grandes aves de rapina, como o grifo, a águia-cobreira, a águia-calçada e o milhafre-preto. A albufeira de St.ª Maria de Aguiar é um dos melhores locais da Beira Alta para a observação de aves aquáticas. Aqui é de salientar o mergulhão-de-crista, mas é possível observar também outras aves, como o corvo-marinho-de-faces-brancas, o pato-real e a garça-real. Ao tocarmos o Parque Natural do Douro Internacional temos a oportunidade de entrar numa paisagem bastante heterogénea onde os matos de giestas se misturam com núcleos de azinheiras, de alqueives, de saganho-mouro e com rosmaninhais.

_MARIALVA_
À saída de Marialva deparamo-nos com uma zona agrícola com grande densidade de aves entre as quais se salienta a escrevedeira-de-garganta-preta, o estorninho-preto e a poupa que, mantendo-se aqui no inverno, comprova o caráter mediterrâneo desta área. Já mais perto do rio podemos ainda encontrar exemplares de zimbros, de zelha e de cornalheira, tão característicos dos ambientes durienses. Nas encostas do Côa a paisagem caracteriza-se por ser um vale encaixado entre fragas de granito. No rio ocorrem espécies como a rã-verde, o tritão-marmorado, a cobra-de-água-viperina e a lontra, mas voando por cima de nós encontramos a andorinha-das-rochas e a andorinha-dáurica, enquanto ouvimos no meio dos giestais o cantar das felosas e das toutinegras.