Villages

Linhares da Beira - Piódão
Etapa da Grande Rota

Linhares da Beira, Piódão

79.21 km

Linhares da Beira

23:10

Waypoints:Vale do Rossim, Sabugueiro, Sra. do Desterro, Lapa dos Dinheiros, Valezim, Vide

Linhares da Beira -> Piódão
Esta é uma das etapas mais exigentes de toda a Grande Rota (GR22). Inicia-se em conjunto com uma das Pequenas Rotas, aqui existentes, e sobe em direção ao planalto de Videmonte e Casais de Folgosinho. Ao atingir este planalto, percorre toda a cumeada da encosta norte passando pela Portela de Folgosinho, pelo posto de vigia da Santinha e pela casa abandonada dos serviços florestais, antes de chegar ao alcatrão já perto do Vale do Rossim. Aqui encontra a Variante da GR22 que faz a ligação à Aldeia Histórica de Belmonte, e inicia a descida ao longo da ribeira da Ferverença até ao Sabugueiro, de onde continuará a descer acompanhando agora o rio Alva. Percorrendo levadas, passa pela capela da Sr.ª do Desterro e segue até à Lapa dos Dinheiros, de onde continua por caminhos agrícolas até Valezim, onde inicia a subida para a Portela do Arão. Deste local desce em direção a Vide e enfrenta uma das subidas mais difíceis de toda a GR – a encosta do Colcurinho. Antes do topo, o percurso mantém a cota, até iniciar a descida em alcatrão para o Piódão.

Piódão -> Linhares da Beira
Esta é uma das etapas mais exigentes de toda a Grande Rota (GR22). Saindo do Piodão pela estrada de alcatrão, em conjunto com a etapa anterior, o percurso sobe em direcção à encosta do Colcurinho. Deixa a estrada de alcatrão e dirige-se para norte, subindo ligeiramente até iniciar a descida abrupta para Vide. Daqui, esta etapa sobe novamente, desta vez em direcção à Portela do Arão, de onde desce paralela à estrada nacional até chegar a Valezim. Desta localidade, o percurso contorna a encosta da Serra, percorrendo caminhos antigos, até à Lapa dos Dinheiros, de onde sai para a praia fluvial. Aqui, sobe até à levada, que vem do vale do Alva, seguindo-a até à Sr.ª do Desterro, onde atravessa a bela mata aqui existente e inicia a subida deste vale até ao Sabugueiro, percorrendo as levadas hidroelectricas. Continua a subir, agora em conjunto com um PR local, em direção ao vale do Rossim, onde entronca a variante desta GR, que vem de Belmonte. Continua depois pela cumeada, que define a encosta norte desta serra, para depois de passar a Portela de Folgosinho, iniciar a descida para Linhares da Beira.

Fauna and Flora

_LINHARES DA BEIRA_
No planalto serrano sobranceiro a esta Aldeia Histórica, encontramos alguns dos campos agrícolas mais antigos da Estrela. Aqui, já a vermos o Mondeguinho, encontramos alguns bosques de altitude de caducifólias que nos acompanham em toda a encosta de Linhares. A partir dos 1300 m de altitude – e já sem espécies arbóreas – o coberto vegetal é dominado pela urze e pelo zimbro que encontramos no caminho do Malhão e da Santinha. É de salientar a ocorrência, junto ao Vale do Rossim, da rara cegonha-preta. Do lado norte da serra, o rio Mondego evidencia uma densa galeria ribeirinha onde predomina o amieiro, com presença de salgueiros e de freixos. Neste local onde cruzamos o rio, podem observar-se espécies como: a carriça, o pisco-de-peito-ruivo, o chapim-azul, a alvéola-branca, o rouxinol-bravo, entre outras.


_PIÓDÃO_
Nas encostas, viradas a sul, da Serra do Açor podemos encontrar, nas maiores altitudes, o medronheiro e os matos de urze. No outono surgem diversas espécies de cogumelos interessantes entre as quais destacamos a Amanita muscaria. O rio Zêzere domina a paisagem neste local e propicia a presença da alvéola-branca e até da garça-real. Junto ao Piódão estamos em plena Serra do Açor. Aqui as formações arbustivas dominam a paisagem surgindo dispersos alguns aglomerados de castanheiros. Poderemos encontrar a raposa ou até a geneta. Já junto às localidades encontramos as culturas, as árvores e os prados em socalcos. Ainda nas zonas de maior altitude, com coberto vegetal rasteiro, encontramo-nos no território de caça predileto da águia-de-asa-redonda e do tartaranhão-caçador.