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Linhares da Beira - Piódão
Etapa da Grande Rota

Linhares da Beira, Piódão

79.21 km

Linhares da Beira

23:10

Waypoints:Vale do Rossim, Sabugueiro, Sra. do Desterro, Lapa dos Dinheiros, Valezim, Vide

<<AVISO>>
Esta etapa foi afetada pelo incêndio que ocorreu no passado dia 15 de Outubro na Serra da Estrela, onde grande parte da sinalética ficou bastante danificada. Apelamos que recorra ao ficheiro .gpx aqui disponibilizado. Estamos a trabalhar para restabelecer a sinalização afetada.

Linhares da Beira -> Piódão
Esta é uma das etapas mais exigentes de toda a Grande Rota (GR22). Inicia-se em conjunto com uma das Pequenas Rotas, aqui existentes, e sobe em direção ao planalto de Videmonte e Casais de Folgosinho. Ao atingir este planalto, percorre toda a cumeada da encosta norte passando pela Portela de Folgosinho, pelo posto de vigia da Santinha e pela casa abandonada dos serviços florestais, antes de chegar ao alcatrão já perto do Vale do Rossim. Aqui encontra a Variante da GR22 que faz a ligação à Aldeia Histórica de Belmonte, e inicia a descida ao longo da ribeira da Ferverença até ao Sabugueiro, de onde continuará a descer acompanhando agora o rio Alva. Percorrendo levadas, passa pela capela da Sr.ª do Desterro e segue até à Lapa dos Dinheiros, de onde continua por caminhos agrícolas até Valezim, onde inicia a subida para a Portela do Arão. Deste local desce em direção a Vide e enfrenta uma das subidas mais difíceis de toda a GR – a encosta do Colcurinho. Antes do topo, o percurso mantém a cota, até iniciar a descida em alcatrão para o Piódão.

Piódão -> Linhares da Beira
Esta é uma das etapas mais exigentes de toda a Grande Rota (GR22). Saindo do Piodão pela estrada de alcatrão, em conjunto com a etapa anterior, o percurso sobe em direcção à encosta do Colcurinho. Deixa a estrada de alcatrão e dirige-se para norte, subindo ligeiramente até iniciar a descida abrupta para Vide. Daqui, esta etapa sobe novamente, desta vez em direcção à Portela do Arão, de onde desce paralela à estrada nacional até chegar a Valezim. Desta localidade, o percurso contorna a encosta da Serra, percorrendo caminhos antigos, até à Lapa dos Dinheiros, de onde sai para a praia fluvial. Aqui, sobe até à levada, que vem do vale do Alva, seguindo-a até à Sr.ª do Desterro, onde atravessa a bela mata aqui existente e inicia a subida deste vale até ao Sabugueiro, percorrendo as levadas hidroelectricas. Continua a subir, agora em conjunto com um PR local, em direção ao vale do Rossim, onde entronca a variante desta GR, que vem de Belmonte. Continua depois pela cumeada, que define a encosta norte desta serra, para depois de passar a Portela de Folgosinho, iniciar a descida para Linhares da Beira.

Fauna and Flora

_LINHARES DA BEIRA_
No planalto serrano sobranceiro a esta Aldeia Histórica, encontramos alguns dos campos agrícolas mais antigos da Estrela. Aqui, já a vermos o Mondeguinho, encontramos alguns bosques de altitude de caducifólias que nos acompanham em toda a encosta de Linhares. A partir dos 1300 m de altitude – e já sem espécies arbóreas – o coberto vegetal é dominado pela urze e pelo zimbro que encontramos no caminho do Malhão e da Santinha. É de salientar a ocorrência, junto ao Vale do Rossim, da rara cegonha-preta. Do lado norte da serra, o rio Mondego evidencia uma densa galeria ribeirinha onde predomina o amieiro, com presença de salgueiros e de freixos. Neste local onde cruzamos o rio, podem observar-se espécies como: a carriça, o pisco-de-peito-ruivo, o chapim-azul, a alvéola-branca, o rouxinol-bravo, entre outras.


_PIÓDÃO_
Nas encostas, viradas a sul, da Serra do Açor podemos encontrar, nas maiores altitudes, o medronheiro e os matos de urze. No outono surgem diversas espécies de cogumelos interessantes entre as quais destacamos a Amanita muscaria. O rio Zêzere domina a paisagem neste local e propicia a presença da alvéola-branca e até da garça-real. Junto ao Piódão estamos em plena Serra do Açor. Aqui as formações arbustivas dominam a paisagem surgindo dispersos alguns aglomerados de castanheiros. Poderemos encontrar a raposa ou até a geneta. Já junto às localidades encontramos as culturas, as árvores e os prados em socalcos. Ainda nas zonas de maior altitude, com coberto vegetal rasteiro, encontramo-nos no território de caça predileto da águia-de-asa-redonda e do tartaranhão-caçador.