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Marialva - Trancoso
Etapa da Grande Rota

Marialva, Trancoso

29.31 km

Marialva

7:00

Waypoints:Rabaçal, Esporões, Moreira de Rei, Castaíde

Marialva -> Trancoso
Estando na aldeia mais a norte de toda esta Grande Rota, o percurso ruma agora a Sul, descendo à devesa desta Aldeia Histórica onde deixa a etapa anterior. Seguindo em terra batida, atravessa a ponte da ribeira de Marialva e dirige-se ao Rabaçal, agora tendencialmente para oeste, sobe até à localidade de Esporões. Após atravessar esta povoação, segue por estradas florestais, que progressivamente se transformam em caminhos agrícolas ao se aproximar de Moreira de Rei e das suas curiosas formações graníticas. Daqui, e já em conjunto com o percurso “Guardiões do Planalto”, esta etapa continua para Sul até Castaíde, onde encontra o vale Azedo, que acompanha, até iniciar a subida final para a Aldeia Histórica de Trancoso.

Trancoso -> Marialva
Saindo de Trancoso, em conjunto com o PR “Guardiões do Planalto”, esta etapa, que começa por descer ao Vale Azedo até Castaide, dirige-se para norte, por estradas de terra batida ao longo do planalto, até chegar à peculiar localidade de Moreira de Rei. Aqui, deixa o referido PR, seguindo por caminhos agrícolas que rapidamente se transformam em estradas florestais. Mantém a sua direção para norte até à localidade de Esporões, onde se desvia temporariamente para este e desce para o Rabaçal. Segue novamente para norte paralelo à IP2, o percurso aproxima-se da ribeira de Marialva, que atravessa para chegar à Devesa e sobe à Aldeia Histórica mais a norte de toda a Grande Rota.

Fauna and Flora

_MARIALVA_
À saída de Marialva deparamo-nos com uma zona agrícola com grande densidade de aves entre as quais se salienta a escrevedeira-de-garganta-preta, o estorninho-preto e a poupa que, mantendo-se aqui no inverno, comprova o caráter mediterrâneo desta área. Já mais perto do rio podemos ainda encontrar exemplares de zimbros, de zelha e de cornalheira, tão característicos dos ambientes durienses. Nas encostas do Côa a paisagem caracteriza-se por ser um vale encaixado entre fragas de granito. No rio ocorrem espécies como a rã-verde, o tritão-marmorado, a cobra-de-água-viperina e a lontra, mas voando por cima de nós encontramos a andorinha-das-rochas e a andorinha-dáurica, enquanto ouvimos no meio dos giestais o cantar das felosas e das toutinegras.

_TRANCOSO_
Os planaltos junto a Trancoso caracterizam-se por serem rodeados de elevações, que ora são de formações rochosas, ora são cobertas por pinhal, onde podemos encontrar uma das formações agrícolas mais curiosas desta região: os campos fechados por sebes arbóreas, neste caso essencialmente constituídas por carvalho-negral. O vale da Muxagata é agricultado em toda a sua extensão, sendo ladeado por amieiros. Mas dos pinhais e giestais sobranceiros chegam sons de gralhas-pretas e do peto-verde. Ao longo dos caminhos e dos lameiros surgem as sebes vivas na forma de pilriteiro ou até trovisco-fêmea. Junto à ribeira podemos observar espécies como o pintaroxo, o pintassilgo, o cartaxo, a rola, o melro-preto, entre outros. Por outro lado, mais no cimo do vale, ao aproximarmo-nos de ambientes serranos, poderemos encontrar a águia-de-asa-redonda ou o picanço-real.