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Trancoso - Linhares da Beira
Etapa da Grande Rota

Linhares da Beira, Trancoso

42.92 km

Trancoso

10:15

Waypoints:Miguel Choco, Venda do Cepo, Aldeia Nova, Muxagata, Vila Soeiro do Chão, Mesquitela, Carrapichana

Trancoso -> Linhares da Beira
Esta etapa deixa Trancoso pelo lado sul, entra em terra batida e desce em direção à localidade de Miguel Choco, daqui, e passando logo depois por Vendo do Cepo, entra no vale da ribeira de Muxagata. Ao longo deste vale, passa pela Aldeia Nova e pela aldeia que lhe dá nome, acompanhando esta ribeira até à sua foz no rio Mondego. Aqui, cruza a linha de comboio e a autoestrada, pela passagem inferior, segue o rio Mondego para jusante e atravessa-o num açude (travessia condicionada em período de cheia, ver alternativa) para de seguida subir a encosta até à EN16. Cruzando esta estrada, o percurso mantém a direção sul, passando ao largo de Vila Soeiro e cruzando as localidades de Mesquitela, Carrapichana e Figueiró da Serra, em direção a Linhares da Beira, onde chega em conjunto com uma Pequena Rota pela calçada Romana.

Linhares da Beira -> Trancoso
Deixando Linhares da Beira pela calçada romana, esta etapa segue o PR4 até atravessar a ribeira, onde deixa este percurso e segue em direção a Figueiró da Serra. Mantendo a direção tendencial para norte, cruza a EN 17 e as localidades de Carrapichana e Mesquitela, utilizando maioritariamente caminhos de terra. Daqui o percurso dirige-se para o rio Mondego, passa perto da Vila Soeiro, cruza a EN16 e inicia a descida para o interior do vale. Aqui, atravessa o rio num açude (travessia condicionada em período de cheia, ver alternativa) e segue até à foz da ribeira da Muxagata. Daqui acompanha a ribeira até à sua nascente, passando pela aldeia que lhe dá nome e pela Aldeia Nova, até chegar ao topo do vale, junto a Venda do Cepo. Deste ponto, a etapa continua para norte até Miguel Choco, onde inicia a subida para Trancoso.

Fauna and Flora

_TRANCOSO_
Os planaltos junto a Trancoso caracterizam-se por serem rodeados de elevações, que ora são de formações rochosas, ora são cobertas por pinhal, onde podemos encontrar uma das formações agrícolas mais curiosas desta região: os campos fechados por sebes arbóreas, neste caso essencialmente constituídas por carvalho-negral. O vale da Muxagata é agricultado em toda a sua extensão, sendo ladeado por amieiros. Mas dos pinhais e giestais sobranceiros chegam sons de gralhas-pretas e do peto-verde. Ao longo dos caminhos e dos lameiros surgem as sebes vivas na forma de pilriteiro ou até trovisco-fêmea. Junto à ribeira podemos observar espécies como o pintaroxo, o pintassilgo, o cartaxo, a rola, o melro-preto, entre outros. Por outro lado, mais no cimo do vale, ao aproximarmo-nos de ambientes serranos, poderemos encontrar a águia-de-asa-redonda ou o picanço-real.

_LINHARES DA BEIRA_
No planalto serrano sobranceiro a esta Aldeia Histórica, encontramos alguns dos campos agrícolas mais antigos da Estrela. Aqui, já a vermos o Mondeguinho, encontramos alguns bosques de altitude de caducifólias que nos acompanham em toda a encosta de Linhares. A partir dos 1300 m de altitude – e já sem espécies arbóreas – o coberto vegetal é dominado pela urze e pelo zimbro que encontramos no caminho do Malhão e da Santinha. É de salientar a ocorrência, junto ao Vale do Rossim, da rara cegonha-preta. Do lado norte da serra, o rio Mondego evidencia uma densa galeria ribeirinha onde predomina o amieiro, com presença de salgueiros e de freixos. Neste local onde cruzamos o rio, podem observar-se espécies como: a carriça, o pisco-de-peito-ruivo, o chapim-azul, a alvéola-branca, o rouxinol-bravo, entre outras.