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Sortelha

Durée de l'événement:2 dias

Site Web: https://www.cm-sabugal.pt/12-rede-aldeias-festa-beijo-sem-fim/

12 em Rede — Aldeias em Festa
BEIJO SEM FIM
10 e 11 de Junho de 2017 | Sortelha

Nos dias 10 e 11 de Junho, apaixone-se pela "Lenda do Beijo Eterno", no decorrer do ciclo de eventos oficiais das Aldeias Históricas de Portugal em Sortelha. Tal como o beijo, uma memória que eterniza.

Consulte o programa disponível na Galeria (em baixo).

Contamos consigo!

 

LENDA DO BEIJO ETERNO

Conta-se que, certa noite, uma hoste de mouros cercou a fortaleza de Sortelha, para recuperar aquele sítio estratégico. No castelo, encontravam-se o alcaide, que resistia com os seus homens de armas, a mulher do alcaide, que diziam ser feiticeira, bem como uma filha, donzela formosa, que não queria saber nada de feitiços nem de guerras. O cerco já durava há muito tempo e a jovem passeava o seu tédio entre muralhas. No seu quarto apenas tinha a companhia de um gato. Para se distrair, ia até à varanda, nas muralhas, pois dali via os sitiantes. Um dia, despertou-lhe a atenção certo cavaleiro. Era ele o jovem comandante das tropas mouras. Fazia-se notar o jovem guerreiro pelo seu porte nobre, altivo e belo.
- “Que lindo homem!”, exclamou ela, seguindo-o com os olhos enquanto ele fazia caracolear o cavalo.
Se ela o viu, ele também a viu a ela. A beleza da jovem cristã deixou o chefe mouro prendido na sua contemplação.
- “Que Linda mulher !”, pensou ele, levantando a cabeça para descortinar o rosto feminino no alto das muralhas.
A partir daquele momento, nem um nem o outro deixaram de pensar em encontrar-se, ainda que fosse uma só vez na vida. O chefe mouro conseguiu que alguns dos seus homens fizessem subir pelas muralhas, em cestos, as mensagens e oferendas que, às ocultas dos guardas do castelo, fazia chegar às mãos da sua amada. E esta, por sua vez, àquela mesma hora do crepúsculo, lá estava para as receber e, por sua vez, remeter para ele objetos que não o fizessem esquecer de quanto o amava.
Tudo decorreu sem incidentes. O certo, porém, é que os dois amantes não o podiam ser apenas à distância; nem podiam estar eternamente separados pela fronteira que dividia os cristãos cercados e os mouros que os cercavam. Por isso, o chefe mouro prometeu a liberdade a um prisioneiro cristão, dando-lhe uma recheada bolsa com moedas de ouro, com as condições que ele impôs:
-  “Falarás a sós com a donzela e abrir-lhe-ás a porta.”
O soldado assim fez e ela, aproveitando a escuridão, saiu do castelo.
Mas a mãe da jovem, que andava a vigiar o namoro da filha com o guerreiro, apercebeu-se que alguma coisa se passava nessa noite e levantou-se. Confirmou as suas suspeitas. Os amantes estavam junto às muralhas e beijavam-se.
- “Malditos! Eu vos amaldiçoo e vos transformo em pedra!”
Gritou uma algaraviada de feitiços e os dois, conforme estavam abraçados, lábios com lábios, ficaram petrificados. E assim permaneceram, para sempre. 

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