Aldeias

Castelo Mendo - Almeida
Etapa da Grande Rota

Almeida, Castelo Mendo

18.95 km

Castelo Mendo

4:23

Locais de passagem: Leomil, Ansul, Aldeia Nova, Ponte Grande rio Côa

Castelo Mendo -> Almeida
Esta etapa dirige-se para norte ao longo destes planaltos sobranceiros ao Côa, começando por seguir até à EN16, por terra batida, onde junto a esta, cruza a A25 por passagem inferior. Deste ponto, segue por terreno plano e novamente em terra até Leomil, para depois passar por Ansul e chegar à Aldeia Nova, sempre no mesmo tipo de ambiente. Continuando pelo planalto, o percurso conflui mais à frente com a EN340, onde se junta à Grande Rota (GR) do Côa para, em conjunto, atravessarem o rio junto à ponte antiga e subirem por caminhos ancestrais até à Aldeia Histórica de Almeida, separando-se pouco antes da referida GR.

Almeida -> Castelo Mendo
Saindo de Almeida em direção a sul, esta etapa junta-se à Grande Rota do Côa para se dirigir ao impressionante vale deste rio, atravessando-o na ponte antiga. Subindo agora pela Estrada Nacional, o percurso deixa a GR deste rio e, após deixar o alcatrão no fim da subida, ruma a sul pelo planalto seguindo maioritariamente em terra batida, passando pela Aldeia Nova, Ansul até chegar a Leomil. Daqui, e mantendo a direção, vai entrar em estrada de alcatrão para atravessar a auto-estrada por passagem inferior para de seguida, e após uma breve passagem pela EN16, seguir novamente em terra até à Aldeia Histórica de Castelo Mendo.

Fauna e flora

_CASTELO MENDO_
No enquadramento desta Aldeia Histórica estamos em ambiente de culturas cerealíferas, no entanto nas zonas mais húmidas podemos encontrar orquídeas do género Serapias. Depois de cruzarmos o rio Côa, entramos numa zona desarborizada, mais aberta, onde surgem algumas manchas de carvalhos e azinheiras. Esta é uma área onde predominam as herbáceas e onde os campos passam a ser limitados por muros de pedra. Podem observar-se espécies como a cegonha-branca, o milhafre-preto, o tartanhão-caçador, o chasco-cinzento ou a calhandrinha. É também de salientar que no vale da ribeira de Alfaiates, por entre freixos e amieiros, abundam o chapim-azul, a tourineira-de-barrete-preto, a carriça e a felosa-de-bonelli, entre outras espécies.

_ALMEIDA_
Nesta região o vale do Côa caracteriza-se por uma encosta de granito rasgada por barrocos, com manchas de vinha e searas, mas onde predominam os matos baixos e densos de giesta-branca e onde o rosmaninho e a bela-luz têm uma expressão significativa. Ocorrem ainda alguns aglomerados de estevas associados a metamorfismos do granito deste local. Na avifauna salientamos a mistura de espécies tipicamente de ambientes arbustivos rochosos com outras de ambientes cerealíferos (por exemplo a calhandrinha). A zona do rio Seco é uma área ampla, de declives pouco acentuados onde predomina o giestal, o pinhal e terrenos de pousio, existindo aqui uma mancha significativa de carvalho-negral em estrutura de bocage. Aqui podemos observar espécies como o papa-figos, o milhafre-preto, o estorninho-preto e o chamariz entre outros.