Aldeias

Castelo Novo - Idanha-a-Velha
Etapa da Grande Rota

Idanha-a-Velha, Castelo Novo

44.50 km

Castelo Novo

9:45

Locais de passagem: Atalaia do Campo, Orca, Aldeia de Santa Margarida, Proença-à-Velha

Castelo Novo -> Idanha-a-Velha
Esta etapa sai de Castelo Novo coincidente com a anterior para, no final do casario, se separar desta e infletir para este, atravessando a EN18, a linha de comboio e a Ribeira de Alpreade, que a partir daqui acompanha, passando pela Atalaia do Campo e subindo depois para a Orca. Desta localidade, segue em direção à ribeira do Taveiro para a atravessar e acompanhar, a alguma distância, até à Aldeia de St.ª Margarida de onde se dirige para Sul e continua em direção a Proença-a-Velha. Entrando no vale do rio Torto, atravessa-o por uma ponte pedonal e segue por entre caminhos florestais até à Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha.

Idanha-a-Velha -> Castelo Novo
Esta etapa inicia-se em direção a oeste, por caminhos florestais, até Proença-a-Velha atravessando ainda antes o vale do rio Torto. Continuando maioritariamente em terra batida, o percurso dirige-se agora para norte até à Aldeia de St.ª Margarida, onde retoma a direção anterior e atravessa a ribeira do Taveiro, pela ponte romana, para chegar a Orca. Saindo desta localidade, mantém-se em estradas de terra até à EM560, onde encontra o vale da ribeira de Alpreade, que irá acompanhar até ao fim da etapa, passando pela Atalaia do Campo, pela ponte romana e cruza a EN18. Um pouco mais à frente, encontra a etapa seguinte, infletindo neste ponto para norte em direção à Aldeia Histórica de Castelo Novo.

Fauna e flora

_CASTELO NOVO_
Na planície sobranceira a esta aldeia, perto de Atalaia do Campo, encontramos um mosaico de aproveitamento agrícola dominado pelo olival, mas com manchas de culturas de sequeiro e até com carvalhais. Junto à ribeira de Alpreade surge o amieiro, o salgueiro e o freixo e, apesar da forte presença humana, ocorrem aves como o pardal-montês, o trigueirão ou o cartaxo-comum. Com a aproximação à “concha” serrana, onde se abriga Castelo Novo, encontramos um microclima que possibilita culturas frutícolas, nomeadamente citrinos. Junto à aldeia podemos observar o rabirruivo-preto ou o melro-azul. Esta região está integrada no Geopark Naturtejo pelas curiosas formações geológicas que aqui existem. É também importante salientar a ocorrência da Asphodelus bento-rainhae, uma planta que é um endemismo exclusivo da encosta norte da Serra da Gardunha.

_IDANHA-A-VELHA_
Em redor desta Aldeia Histórica ocorre o tamujo, uma espécie vegetal característica dos cursos de água mediterrânicos, e vão surgindo o pardal-espanhol, a pega, a pega-azul, o picanço-real, o trigueirão e o penereiro-cinzento. A partir daqui a paisagem alterna entre o xisto e o granito, proporcionando neste ambiente, quase alentejano, a presença do sobreiro, da azinheira e do carvalho-negral. Junto a Proença-a-Velha pode observar-se a andorinha-dáurica mesmo em meado de outubro e, a partir daqui, entramos em montados de sobro com clareiras, onde o estrato arbustivo é praticamente inexistente e a avifauna se caracteriza por espécies como o rabirruivo-preto, a petinha-dos-prados, o gaio, o abelharuco, etc. Somos ainda brindados com os campos de rosmaninho onde surge a alvéola-branca e a toutinegra-de-barrete-preto.